Como deixar de ser insegura e parar de buscar a aprovação dos outros

Descubra como deixar de ser insegura, parar de buscar a aprovação dos outros e fortalecer sua autoestima para agir com mais confiança.

AUTOESTIMA & AUTOCOMPAIXÃO

7/23/20267 min read

Você não nasceu insegura, com medo de se posicionar ou acreditando que tudo o que pensa precisa ser aprovado por alguém. Muitos desses comportamentos foram sendo construídos durante a sua vida.

Talvez você tenha aprendido que falar alto era feio, que chamar atenção era errado, que uma mulher educada deveria ficar quieta ou que desagradar alguém era uma prova de egoísmo.

Aos poucos, você foi diminuindo sua voz, escondendo sua personalidade e tentando ocupar o menor espaço possível. Depois de repetir isso por muitos anos, começa a acreditar que nasceu assim. Mas não nasceu.

Você pode ter aprendido a ser insegura. E isso significa que também pode aprender a se posicionar, tomar decisões e confiar mais em si. O problema é que essa mudança não acontece somente quando você entende a origem da insegurança. Ela começa quando você decide agir de uma maneira diferente.

O que significa ser uma mulher “songamonga”?

Quando falo sobre o comportamento de uma mulher songamonga, não estou falando sobre uma característica definitiva da sua personalidade.

Estou falando sobre uma mulher que:

  • tem vergonha de ocupar espaço;

  • evita se posicionar;

  • acredita que sua opinião não é importante;

  • pede aprovação antes de tomar decisões;

  • tem medo de desagradar;

  • explica excessivamente suas escolhas;

  • paralisa diante das dificuldades;

  • espera que outras pessoas decidam por ela.


Ela entra em um ambiente e, em vez de se permitir estar ali, tenta se esconder.

Não fala o que pensa.
Não comunica seus limites.
Não expressa claramente o que deseja.

É como se precisasse pedir autorização para existir.

Talvez você reconheça alguns desses comportamentos em si. Isso não significa que você seja fraca ou incapaz. Significa que desenvolveu uma forma de se proteger.

O problema começa quando essa proteção passa a controlar toda a sua vida.

Por que você se tornou insegura?

A identidade é construída por meio das experiências, dos relacionamentos e das mensagens que recebemos ao longo da vida.


Imagine uma criança espontânea, comunicativa e cheia de energia que escuta constantemente:

“Fale mais baixo.”
“Pare de chamar atenção.”
“Isso é feio.”
“Fique quieta.”
“Não responda.”
“Não incomode.”

Com o tempo, ela pode começar a associar espontaneidade, expressão e posicionamento a algo negativo.

Ela aprende que, para ser aceita, precisa se apagar.

Essa criança cresce e pode se tornar uma mulher que sente vergonha de falar, rir, aparecer, discordar ou colocar limites.

Não necessariamente porque essa é sua verdadeira personalidade, mas porque foi treinada para funcionar dessa maneira.

A insegurança também tenta proteger você

A insegurança nem sempre aparece somente para atrapalhar. Muitas vezes, ela tenta proteger você de experiências desagradáveis.

Quando você evita se posicionar, reduz momentaneamente o risco de:

  • ser criticada;

  • receber um julgamento;

  • passar vergonha;

  • cometer um erro;

  • ser rejeitada;

  • desagradar alguém.


Se você não tentar, não corre o risco de fracassar.

Porém, também não corre o risco de alcançar o resultado que deseja.

A insegurança protege você do desconforto, mas pode afastá-la das oportunidades, dos relacionamentos saudáveis e dos objetivos que gostaria de conquistar.

Você fica segura dentro de uma vida que não a satisfaz.

E quanto mais evita agir, mais reforça a crença de que não é capaz.

Pare de pedir validação para existir

Um dos sinais mais claros de insegurança é a necessidade constante de aprovação.

Você precisa perguntar o que deve vestir.
Precisa consultar várias pessoas antes de tomar uma decisão.
Precisa que alguém confirme que sua escolha está certa.
Precisa se explicar para que ninguém interprete mal o que fez.

É claro que pedir uma opinião pode ser saudável.

O problema é quando você não consegue escolher nada sem que outra pessoa valide sua decisão.

Muitas vezes, por trás dessa necessidade, existe um mecanismo infantil: deixar que outra pessoa escolha para que, caso dê errado, você não precise assumir a responsabilidade.

“Não fui eu que decidi.”
“Você disse que seria melhor.”
“Eu só fiz o que me aconselharam.”

Minha filha, amadurecer também significa tomar decisões imperfeitas e assumir as consequências delas.

Você pode ouvir opiniões. Mas precisa desenvolver a capacidade de decidir.

Quanto mais terceiriza suas escolhas, menos confia em si. Quanto mais decide, avalia os resultados e aprende, mais fortalece sua autonomia.

Você não precisa explicar todas as suas escolhas

A necessidade de explicar tudo também pode comunicar insegurança.

Você diz que não pode aceitar um convite e apresenta uma palestra inteira para justificar sua resposta.

Explica por que não quer.
Explica por que não pode.
Explica o que aconteceu.
Explica para evitar que a pessoa fique chateada.

Em muitos casos, a explicação não serve para informar. Serve para tentar controlar a reação da outra pessoa. Você quer garantir que ela concorde, compreenda e continue gostando de você.

Só que não é possível controlar completamente a interpretação dos outros.

Às vezes, você pode simplesmente dizer:

“Não posso.”
“Não quero.”
“Não vou conseguir.”
“Dessa vez, não.”

Sem agressividade.
Sem grosseria.
Sem uma justificativa interminável.

Aprender a dizer “não” está diretamente relacionado ao fortalecimento da autoestima.


Como dizer não sem culpa

Dizer não pode provocar culpa, ansiedade e medo de desagradar. Por isso, muitas mulheres cedem.

Elas aceitam tarefas que não querem, permanecem em situações desconfortáveis e deixam suas necessidades para depois.

No momento, ceder parece mais confortável. Você evita o conflito e a possível desaprovação.

Mas esse alívio dura pouco.

Depois aparecem o cansaço, o ressentimento, a sensação de ter sido usada e a raiva de si mesma por não ter se posicionado.

Para começar a mudar, pratique respostas simples:

“Obrigada por lembrar de mim, mas não poderei participar.”

“Não consigo assumir essa responsabilidade agora.”

“Isso não funciona para mim.”

“Prefiro não fazer.”

Você não precisa começar pelas situações mais difíceis. Treine em pequenas decisões do cotidiano.

Cada vez que comunica um limite, mostra para si mesma que sua voz também importa.

Aja apesar do desconforto

Não espere se sentir completamente segura para começar a agir.

A confiança não costuma aparecer antes da experiência. Ela é fortalecida enquanto você enfrenta situações, toma decisões e percebe que consegue lidar com as consequências.

Você pode sentir medo e se posicionar.
Pode sentir ansiedade e dizer não.
Pode estar insegura e tomar uma decisão.
Pode não ter certeza absoluta e ainda assim dar um passo.

Isso é agir apesar do desconforto.

A mulher protagonista não é aquela que nunca sente medo. É aquela que não entrega o controle da própria vida ao medo.

Toda vez que você se posiciona, cumpre uma promessa consigo mesma ou toma uma decisão, fortalece uma nova identidade.

Você começa a pensar:

“Posso confiar em mim.”
“Consigo resolver problemas.”
“Posso lidar com a desaprovação.”
“Não preciso que todos concordem comigo.”

Força emocional também pode ser aprendida

Você não nasce sabendo enfrentar críticas, frustrações, conflitos ou desafios.

Força emocional é uma habilidade construída ao longo da vida.

Algumas pessoas tiveram mais oportunidades de desenvolver essa habilidade. Outras foram protegidas demais, silenciadas ou ensinadas a evitar qualquer desconforto.

Mas não importa apenas o que você aprendeu até aqui.

Você pode começar agora.

Comece assumindo sua rotina.
Tome pequenas decisões sem consultar todo mundo.
Comunique um limite.
Pare de justificar excessivamente suas escolhas.
Faça algo que está adiando por medo de julgamento.

O seu protagonismo não vai surgir de uma grande transformação repentina.

Ele será construído por pequenas atitudes repetidas.

Um exercício para fortalecer sua segurança emocional

Pegue papel e caneta e responda:

  1. Em quais situações eu costumo pedir aprovação?

  2. Que decisões estou terceirizando?

  3. O que deixo de fazer por medo de julgamento?

  4. Em quais situações preciso aprender a dizer não?

  5. Qual atitude uma mulher protagonista teria no meu lugar?


Escolha uma resposta e transforme em uma ação para as próximas 24 horas.

Não espere se sentir pronta.

Aja e permita que a experiência ensine sua mente que você é capaz.

Pare de viver a vida dos outros

Quando você está muito preocupada com o que os outros pensam, deixa de viver a própria vida.

Sua energia fica presa nas expectativas, opiniões e reações das outras pessoas.

Você observa o que todo mundo está fazendo, tenta agradar, evita críticas e se adapta para caber.

Enquanto isso, seus desejos, limites e objetivos ficam para depois.

Chegou o momento de ocupar o seu espaço.

Isso não significa se tornar arrogante, egoísta ou insensível. Significa reconhecer que você também tem direito de falar, escolher, desejar e decidir.

A vida é sua.

Você pode continuar esperando autorização ou pode começar a assumir o protagonismo.

Assista ao conteúdo completo


Este artigo foi inspirado em no vídeo que eu publiquei no meu canal do Youtube sobre insegurança, necessidade de aprovação e protagonismo feminino.

Assista ao vídeo completo: https://youtu.be/3pAxKWlS6_E?si=YEB8OA0AMMSLQBEv

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Perguntas frequentes

Como deixar de ser uma pessoa insegura?

Comece identificando as situações em que você evita agir por medo de críticas, erros ou desaprovação. Depois, pratique pequenas ações mesmo sentindo desconforto. A segurança emocional é fortalecida pela experiência.

Por que preciso da aprovação dos outros?

A necessidade de aprovação pode estar relacionada ao medo de rejeição, à baixa autoestima e ao aprendizado de que você precisa agradar para ser aceita. Reconhecer esse padrão é o primeiro passo para desenvolver autonomia.

Como aprender a dizer não?

Comece com respostas simples, respeitosas e objetivas. Evite justificativas excessivas e pratique em situações menores. Dizer não é uma forma de comunicar limites, não uma demonstração de falta de consideração.

É possível desenvolver força emocional?

Sim. A força emocional pode ser desenvolvida por meio de enfrentamentos graduais, tomada de decisões, estabelecimento de limites e aprendizagem com as próprias experiências.

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